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E ASSIM NOS TRATAM DA SAÚDE!...

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O que está a acontecer, a reboque de uma crise que serve para justificar opções pouco justificáveis e nada aceitáveis, deve merecer de todos o mais profundo repúdio antes que seja demasiado tarde. A saúde ou, melhor dizendo, o Sistema Nacional de Saúde está a ser   , de forma sorrateira, vergonhosamente desmantelado. O intuito parece cada vez mais claro: esvaziar o serviço público de saúde da qualidade que tem sido a sua marca, apesar de muitos nos fazerem crer o contrário e apesar dos muitos problemas que todos sabemos existirem. A verdade é que, e apesar de todos os problemas, os doentes  que a ele recorrem são devidamente tratados, embora possam sempre existir excepções ou erros. Ao contrário, no privado, apesar da aparência, quando as coisas correm mal ou o seguro se esgota, termina o tratamento e são os doentes reencaminhados para o público. E, infelizmente, nestes casos o contribuinte paga o que não deveria, ou seja, os erros do privado ou o que não quer devido aos cu...

NOVA ESQUERDA, NOVA ESPERANÇA

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Pese embora a crise, não apenas económica, sendo esta a sua parte mais visível de uma crise mais profunda, a sociedade civil procura novos caminhos que possam, pelo menos, alimentar uma esperança que parece arredada da vida quotidiana dos cidadãos. Este é um bom sinal e mostra que na crise há gente disposta a correr o risco de experimentar outros caminhos com outros. Isto é positivo, independentemente da opinião que possamos ter de cada uma das iniciativas. Para que seja claro, sinto-me próximo de ambas as iniciativas seja por amizade com algumas das pessoas envolvidas, seja por partilhar das mesmas preocupações, seja por sentir ser importante procurar novos caminhos... As razões podem ser muitas e diversas, bem como as motivações que movem todos e cada um. Contudo, essa proximidade não deverá ser impeditiva de sobre estes novos ventos que sopram tecermos a nossa opinião crítica- diferente de maledicência - e/ou sobre elas tecermos considerações que nos possam parecer importantes. ...

DO 25 ABRIL AO 1º DE MAIO: O DESAFIO DO FUTURO

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Porque vale a pena festejar e celebrar o 1º de Maio, tal como se festejou o 25 de Abril? Podem ser diversas as respostas a esta pergunta, dependendo não apenas do quadrante político em que nos situamos, mas também da visão que temos do futuro e da percepção que temos da História ou da consciência que temos dela. Em primeiro lugar, o celebrar tais datas é o reconhecimento àqueles e àquelas que nos precederam pelo legado que nos deixaram e do qual as gerações presentes são depositárias. Em segundo lugar,  e uma vez que somos seus depositários, importa não apenas preservar a memória, mas sobretudo projectar essa memória no futuro, o que significa passar o testemunho à próximas gerações e continuar a lutar por esse legado, aprofundá-lo e torná-lo inovador face aos problemas do presente. Não se podem por em causa os direitos adquiridos das classes mais fragilizadas quando parece existir direitos intocáveis nas classes que detêm o poder, seja ele político, económico, financeiro ou out...

CAMINHOS PERIGOSOS

A pesar das ideias e da vontade, nem sempre é fácil manter actualizado este espaço, seja por outros compromissos mais prementes, seja até por alguma debilidade deste vosso companheiro. Mas finalmente aqui estou de novo para vos deixar um breve comentário sobre algo que me preocupa, sobretudo porque não vejo nem sinto que aqueles que supostamente nos representam ousem debater desinteressadamente o assunto. Acresce ainda o facto de este ser um assunto, ou o que sobre ele pretendem fazer, que marcará profundamente estas gerações e as futuras. O meu comentário prende-se com as preocupações - sérias e justificadas - da sustentabilidade da Segurança Social. Ou seja, com a sustentabilidade do Estado Social e da gestão das expectativas - justas - do comum dos portugueses. Discutir a sustentabilidade do Estado Social numa lógica de Deve e Haver apenas pretende proteger os interesses daqueles que julgam não necessitar do Estado Social para nada e que, por isso mesmo, também não estão disposto...

CARNAVAL OU ENTRUDO, VIVA A FOLIA

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S e lhe passou pela cabeça ir brincar ao Carnaval (ao Entrudo), tire o cavalinho da chuva, porque o nosso Primeiro não está para palhaçadas e não será muito dado a contradanças ou disfarces de Entrudo. Cheira-me que anda disfarçado de ministro e que a única dança que sabe dançar é a " Holzhacker" (d ança inspirada nos cortadores de madeira das florestas da região da Boemia e Baviera). Porque quando de cortes se trata, ao som  da Berliner Philharmoniker,  não há quem lhe peça meças! Preparem-se, pois, para a subversão completa do calendário litúrgico  (perdoem-me os católicos como eu), pois o tempo de penitência e de jejum começou este ano bem mais cedo e prolongar-se-á sabe Deus até quando. Não há ressurreição que nos valha! Esqueçam os bailinhos, os caretos, os cabeçudos... porque foliões - imaginem só! - são os nórdicos. Realmente, já nem a tradição se salva. Nestas danças e contradanças  de feriados, nunca percebi muito bem esta ideia  estapafúrdia de que...

OS BONS E OS MAUS MALANDROS

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E xiste da parte de alguns sectores da sociedade portuguesa uma tendência para estigmatizar os grupos mais fragilizados, isolando-os ainda mais ou apontando-lhes mesmo o dedo. Essa atitude é tanto mais condenável quando é feita com base numa dualidade conflituosa e revela uma moralidade simplista baseada nos bons e maus  malandros. O que se tem dito sobre o Rendimento Social de Inserção e a forma como os que dele beneficiam têm sido tratados demonstra isso mesmo.

QUEM PAGA A FACTURA?

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Para quem entende muito pouco de economia - assim é o meu caso - mas a quem, apesar de tudo, a vida já ensinou alguma coisa, parece ridícula, quase patética, a discussão sobre as dívidas que deixamos às gerações futuras. Não tanto pelo tema em si, mas sobretudo pelos moldes em que a discussão foi e é feita, embora nos últimos tempos assuma outros contornos e se prefira ignorá-la. A discussão recorda-me as contas do Sr. Pedro, merceeiro das memórias da minha infância, mas que, ao contrário destes novos zuavos, fez viver muita gente.  Digo parece-me, porque esta é apenas a opinião de um simples cidadão, embora atento, que dos malabarismos das Contas do Estado (de todos nós) nada entende, correndo por isso o risco de o senso comum em nada ser ajustável à realidade. A discussão assenta numa visão completamente deturpada e, pior ainda, ignora as várias componentes da economia, todas elas importantes, não devendo existir supremacia de qualquer delas em relação às outras.

(DES)UNIÃO QUE NOS (DES)GOVERNA

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J ean-Claude Trichet, dias antes de abandonar o comando do Banco Central Europeu (BCE), declarava numa breve entrevista ao jornal «Le Monde» (31/10/2011): " Os decisores políticos devem fazer um esforço de antecipação dos acontecimentos, mesmo se o tempo de decisão nas nossas democracias não é necessariamente o mesmo dos mercados". Não será difícil, mesmo para o mais incauto e distraído dos cidadãos, estar de acordo com tal declaração. O problema está precisamente na capacidade de antecipação dos decisores, já que essa é uma qualidade que, embora possa ser mais ou menos inata, depende de determinados factores.

DESCONFIANÇA - Implosão do Futuro

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B astas vezes me interroguei sobre as razões que levam as pessoas a eleger candidatos cujo historial é de corrupção ou, no mínimo, muito pouco transparente. Entre as muitas razões, umas de raiz mais especulativa que outras, cheguei à conclusão que uma das principais, quiçá síntese de todas as outras, será a DESCONFIANÇA. Apesar do paradoxo, penso que é precisamente aí que se situa o cerne da questão ou, melhor dizendo, da decisão. A desconfiança em relação a toda a classe política conduz a que, numa decisão de grande racionalidade, se vote naquela pessoa, desde que tenha o mínimo de obra feita e apesar do aparente descrédito, que represente menor risco face ao desconhecido da mudança.

PRODUÇÃO: GANHAR TOSTÃO OU MILHÃO

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São muitos os que na praça pública sobre a crise discorrem não se inibindo de apresentar as mais diversas soluções, embora muitas delas pecando pela falta de inovação ou fazendo homenagem à preguiça mental. Imagino que sejam muitas as interrogações que tanto discurso nos coloca, sobretudo quando procuramos entender a mensagem para além das doutas palavras. Dizem-nos que é necessário aumentar a produtividade. Nada contra, pois aí estaremos todos de acordo. Em nome desse aumento de produtividade obrigam-nos a trabalhar mais umas horitas ! E há quem esfregue as mãos de contente e pisque o olho a tão sábia decisão. Que diabo, o País precisa! O País merece! É verdade, embora a mim me pareça que haja muitos que não mereçam o país ou sobretudo a  gente deste nosso palmo e meio de terra e de muito mar. Calma aí porque agora a dança é outra.

DESCONFIANÇA DO ESTADO SOCIAL

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E ste país parece gostar de correr riscos de cujas implicações futuras não tem qualquer ponta de consciência. O governo (ou governos) em vez de minimizar os riscos, como seria seu dever e responsabilidade, tende em alguns casos a ampliá-los ou, no mínimo, a enfatizá-los. É sabido que o Estado Social (ou aquilo que dele nos tocou), tal como o conhecemos, passa por grandes dificuldades, tal como também acontece com as sociedades em que se insere.

DE ENGANO EM ENGANO SE CAI NO ENGODO

A conversa sobre os independentes no Governo já começa a ser cansativa, tanto mais por não corresponder inteiramente à verdade, sendo mais um slogan de propaganda do que compromisso assumido. Não me restringindo apenas ao presente governo, a verdade é que a ênfase sobre ele recai por se ter tornado quase obsessão o pretender fazer dessa sua característica símbolo de desapego partidário e arauto da moralidade.