Rui Pinto e o Interesse Público
Não gosto de justiceiros, nem de quem se julga moralmente superior. Também não penso que tais atitudes possam servir a democracia. O que se arvoram em justiceiros não fazem justiça, aplicam a ideia que eles fazem da justiça, de acordo com os seus valores, preconceitos e visão sobre o mundo e sobre a realidade. Acontece que a justiça e a sua aplicação nas sociedades democráticas são bens coletivos e não individuais. São o distintivo dos valores, morais e éticos, que a sociedade como um todo defende e pratica. Os eventuais desvios são apenas exceções e nunca se podem constituir em regra. Essa forma de olhar é própria das ditaduras, das sociedades destruturadas, sem lei e onde o Estado de Direito é substituído pelo vazio. Não olho para Rui Pinto como um herói, mas também não o vejo como um bandido da pior espécie. Importa colocar as coisas no seu devido lugar e tentar entender a realidade de hoje, sobretudo quando mediada pelas redes sociais e pelos meios tecnológicos hoje massificad...